12 julho 2014

Power - Capitulo 11 + Extra

Primeiramente tenho que agradecer pelo apoio de cada uma de vocês. Obrigada por cada palavra, eu estou realmente melhor hoje se comparado com ontem. Espero que aproveitem esse capitulo com várias "revelações".

Eu tenho andado por aí
Sempre menosprezando tudo que vejo
Faces pintadas, preenchendo lugares que não alcanço

Você sabe que eu preciso de alguém
Você sabe que eu preciso de alguém

Alguém como você, tudo que você sabe, como você fala
Amantes incontáveis disfarçados nas ruas

Você sabe que eu preciso de alguém
Você sabe que eu preciso de alguém
Alguém como você

Meu amado irmão estava sentado a minha frente e me encarando seriamente. Chase! Chase! Chase!

Meu cérebro gritava desesperadamente seu nome e aquilo irritava. Como alguém poderia adorar uma pessoa que quase te matou? Isso era insano até pra mim que não sou um anjo.



Tentei me sentar e assim me afastar dele se fosse preciso, porém foi uma grande e inútil tentativa, pois meu corpo não obedeceu aos meus comandos ao invés disso apenas doeu. Me lembrando de tudo que passei antes de desmaiar.

- Como você está se sentindo?- perguntou ele me olhando dentro dos olhos.
- O que faz aqui?- perguntei rudemente.
- Não seja rude comigo!- exclamou ele.
- Vou perguntar de novo: o que faz aqui?- refiz minha pergunta.
- Eu precisava saber como você está, o que tem feito, o quanto havia crescido e se tornado linda, se tinha algum namorado...sabe?- perguntou ele depois de despejar uma série de informações, apenas assenti positivamente. Admito eu sinto falta dele.

Não sabia o que pensar direito. Estava confusa com essa confissão dele. Eu não sabia o que odiar mais, se era o fato de Chase estar sentado a minha frente ou eu estar novamente em uma maca, me mostrando o quanto eu era fraca.

- Eu queria que você apenas me ouvisse antes de se perder no meio de seus pensamentos.- falou ele com calma.
- Eu não vou me perder.- disse convicta.
- Sim você vai! Pois eu quero lhe explicar tudo, todos os motivos, quero responder todas as perguntas que rodam a parte mais profunda de sua mente, mas para isso preciso que você abaixe a guarda um pouco, certo?
- Confesso! É um ótima proposta, mas como eu vou saber se você não vai me machucar de novo. Eu não quero chorar mais.- confessei.
- Eu não vou te deixar, (Seu apelido)!- falou ele.- Apenas me de essa última chance, por favor?- pediu ele olhando dentro de meus olhos. Me senti segura sentimento esse que fazia tempo que havia sumido. Sempre fui mais próxima de Chase e isso sempre causou certo ciumes em Ben, mas com o tempo e com o sumiço do mesmo a minha frente, aprendi a me defender sozinha e me fechei para o mundo deixando apenas Ben se aproximar para fazer o que bem entendesse.

No meio de toda essa confusão parei para ouvir meu consciente. Ele implorava para que eu o desse uma segunda chance.

- Apenas uma e nada mais.- falei cansada e logo vi meu irmão sorrir abertamente. Que falta fazia aquele sorriso.
- Eu não vou te magoar. Prometo!- falou ele convicto.
- Espero que não!- sussurrei.

Ficamos em em silêncio extremamente confortável para o meu ponto de vista, mas para ele que a cada instante se mexia parecia ser torturante.

Fechei meus olhos novamente e senti os sons ficarem mudos. Instantes depois eu me entreguei ao mundo dos sonhos.

[...]

Acordei após senti algo quente em meu rosto. Abri os olhos desesperadamente e o local pegava fogo.

Eu via a fumaça passar por baixo da porta. Me sentei rapidamente. Rápido demais para quem estava toda dolorida, pois no mesmo instante senti meus ossos estalarem e doerem, muito.

Coloquei meus pés sobre o chão, porém minhas pernas fraquejaram e me levaram de encontro com o chão. Respirei o pouco de ar livre que se encontrava no meio daquela fumaça, fazendo com que tossisse e me levantei. Cambaleei um pouco, mas logo me encontrava na porta do quarto. Tentei abrir a mesma, contudo nada aconteceu, tirando o fato que queimei a palma de minha mãe após tocar a maçaneta.

Corri até a janela e vi várias pessoas correndo para longe do hospital? Então eu estava mesmo em um hospital. Ótimo!

Observei melhor e lá estava ele me olhando, sombra. Dei um sorriso irônico e me afastei da janela, fui até a porta e me concentrei ao máximo. Respirei fundo e encarei a porta com mais intensidade, logo a mesma se encontrava no chão.

As chamas impediam com que eu fizesse grandes movimentos. Caminhei lentamente pelo corredor à fora e pude ver cada quarto queimar lentamente. Percebi que o andar em que eu estava já havia sido praticamente todo evacuado, se não fosse por um grito de socorro a qual eu ouvi.

Corri até onde se encontrava o pedido. Parei em frente a uma porta que estava sendo obstruída por um carrinho de medicamentos. Fiz força para empurrar o carrinho e senti minhas costelas novamente doerem com intensidade, ignorei a dor e empurrei o carrinho de vez. Acabei curvando o corpo para tentar respirar melhor e assim fazer com que a dor diminuísse.

Exatos cinco segundos depois, abri a porta e encontrei uma mulher grávida com mais cinco crianças amarradas. Me desesperei e corri porta a dentro para tentar solta-los. Contudo, o nó estava bem preso e eu não estava conseguindo nada.

- Tudo bem, querida!- falou a mulher docemente.
- Não, não esta tudo bem.- falei com a voz embragada, me controlando ao máximo para não chorar.
- Saia daqui e se salve.- disse ela sorrindo fraco.

E como em uma arma, foi como se tivessem me engatilhado, pois no mesmo instante consegui arrebentar os nós feitos na corda. Olhei a mulher que me olhava assustada e eu já pude adivinhar que se tratava da mudança de cor de minhas íris oculares.

- Vamos sair daqui!- disse séria, a mulher e as crianças assentiram positivamente.

Me levantei com calma e toda a delicadeza permitida para a situação.

- Você esta bem?- perguntou ela aparentemente preocupada.
- Eu já estive melhor, mas esse não é meu melhor momento.- disse sincera.
- Crianças!- falou ela chamando a atenção dos mais novos.- Quero que vocês a sigam, pois ela é uma heroína.- disse ela por fim, fazendo com os olhares dos pequenos se enchessem de admiração.
- Vamos?- perguntei calma.

Eles assentiram. Eu sai primeiro porta a fora. Olhei os dois lados e vi que havia uma porta de incêndio perto de onde nos encontrávamos. Caminhei até lá, sempre olhando para trás para me certificar de que não havia perdido ninguém daquele grupo.

Abri a porta sem dificuldade alguma, graças aos meus poderes. Deixei com que todos passassem em minha frente para que pudesse passar também. Começamos a descer as escadas.

[...]

Faltava só dois andares para podermos sair daquele lugar, porém havia um grande pedaço da escada faltando.

Algumas crianças mais velhas que se juntaram conosco tempo depois choravam em silêncio. Ao todo estávamos em trinta pessoas e eu me sentia responsável por cada um ali.

Dei um sorriso confiante.

- Não se preocupe!- tentei conforta-los já buscando mentalmente uma maneira de tirar a todos dali.
- Você fala isso agora, mas e depois?- perguntou uma garota que aparentava ter a minha idade.
- Você se preocupa demais com o depois ao invés de viver o agora.- falei sabiamente.

Ela ficou quieta. Então me veio a brilhante ideia de usar meus poderes por mais um tempo.

- Eu vou tirar vocês daqui!- os avisei.

Peguei um menino de 10 anos, o levitando e o colocando com segurança no térreo. Fiz o mesmo processo com as outras vinte e cinco pessoas restando apenas o primeiro grupo que eu havia salvado.

- Obrigada!- falou um menininha de cinco anos de idade.
- Não precisa agradecer, anjinho!- falei sorrindo abertamente.

Ela me abraçou com forte, de primeiro momento fiquei sem reação, e assim que meu cérebro processou o ato, retribui alegremente, trazendo a menina para mais perto do meu corpo em um ato de proteção.

- Se prepara!- avisei a tirando do chão após me soltar de seus bracinhos pequenos e delicados.

E finalmente todos estavam no térreo, contudo quando eu fui sair dali o teto desabou.

Fechei meus olhos esperando pelo impacto, mas nada aconteceu. Respirei lentamente bem fundo e tornei a abrir meus olhos. Tomei um susto ao percebeu que meus braços estavam estendidos para cima em sinal de defesa, fazendo com todo o teto mante-se intacto.

Voei para o térreo e andei até o grupo que me encarava de boca aberta. Dei um sorriso e fiz sinal para que eles andassem rápido. Eles o fizeram comigo em seu encalço. Conforme andávamos o teto atrás de nós ia caindo e quando passamos pela porta da frente sem sermos atingidos por nada, o resto do hospital desabou e as pessoas do lado de fora nos encaravam.

Eu, não sei ao certo, dei um jeito de me controlar e quando a médica veio correndo nos socorrer me olhou sorrindo, sem ter aquele olhar assustado.

[...]

De volta a escola. Toda aquela rotina estava sendo um inferno por causa das costelas quebradas, sobe e desce escada.

Acabei descobrindo que nessa luta com o sombra eu fiquei desaparecida por uma sema. Cara! Eu vou acabar repetindo de ano desse jeito.

Sendo assim, agora eu virei uma garota extremamente estudiosa. Até nos finais de semana eu estudava.

Harry acabou me dando uma boa bronca por minha irresponsabilidade de ter seguido sombra, assim como todos os meus amigos.

Finalmente, agora, a ultima aula da semana.

[...]

Alguns, dois, meses depois...

Acordei animada, pois hoje seria o fim das férias de julho.

Confesso que sentia falta daquele colégio e principalmente dos amigos que fiz lá dentro. Cada um com sua personalidade, particularidade, defeitos e maneiras diferentes de ser ou agir que deixavam a todos com um brilho especial.

Com o tempo aprendi que o Louis me fazia rir com apenas um olhar e ele me protegia como se eu fosse sua irmã mais nova, tirando o fato de que sempre que eu aprontava ele estava no meio. Liam me escutava sem reclamar e me dava os melhores conselhos, foi por causa dele que comecei a estudar mais. Niall me fazia feliz mesmo quando tudo estava triste ou ruim, era como se toda a sua alegria e espontaneidade fosse dividida comigo. Zayn era sem dúvidas o meu melhor amigo, pois era para ele que eu contei tudo sobre mim sem pensar duas vezes e acho que isso era recíproco, pois ele me contava todos os seus segredos sem nenhuma vergonha, ele sabia observar aquilo que eu deixava passar e vice-versa. Já o Harry era o meu maior problema, porém também era a minha solução; vivíamos brigando, mas nunca nos desgrudávamos tinha até alguns boatos de que nós dois namorávamos; no final devo admitir, eu o amo a cada dia mais e espero poder viver ao seu lado o famoso "felizes para sempre", mesmo sabendo que isso irá demorar a acontecer.

Aprendi a controlar melhor os meus poderes e que poderes. Posso fazer tanta coisa. Só fui aprender sobre ele após um treinamento maluco com meu pai e Ben, que só serviu para me irritar e ser cobaia sempre que necessário, digamos que meu relacionamento com meu pai havia mudado e muito.

Flash Back On

O meu primeiro dia de férias em casa e sou acordada às 5h00min da manhã para treinar.

Sai da cama relutantemente e fui ao banheiro fazer as minhas necessidades. Resolvi prender meu cabelo em um rabo de cavalo alto e caminhei até a porta de meu quarto. Coloquei minha mão sobre a maçanete e girei a mesma.

Mal abri a porta de meu quarto e tomei um susto ao ver Ben encostado na parede em frente a porta me encarando fixamente. Ele deu dois pequenos passos e parou a minha frente, me dando bom dia e um beijo no topo da cabeça.

Descemos em silêncio. Ele segurou minha mão e saiu me arrastando pela casa, passamos pela cozinha onde o mesmo pegou algumas maçãs e logo saímos pela porta dos fundos, passando pelo quintal e indo parar em um campo de trinamento, a qual eu nunca havia estado.

Um resumo: estou ferrada!

Observei bem detalhadamente o local e me surpreendi ao ver uma espécie de casa do outro lado do campo. Meu irmão já estava bem a frente e me encarava sério, bufei e caminhei lentamente até ele.

- Vai demorar muito?- perguntou ele impaciente.

Nem me dei ao trabalho de responder, apenas lhe mostrei a língua e revirei os olhos.

Andamos mais um pouco e paramos em frente a uma grande porta. Ela era enorme!

A porta era de madeira maciça de cor marrom escura, suas duas maçanetas eram douradas representando o ouro e havia um dragão em volta de uma adaga entalhado na porta.

Adentramos na sala e realmente o lado de dentro era incrível. 

As paredes brancas continham fotos de grandes bandas, como Queen, Rolling Stones, Ramones, Alice In Chains, Pearl Jam e outras. Além das bandas havia algumas imagens de grandes lutadores, como Anderson Silva, Maguila (José Adilson Rodrigues dos Santos), Popó (Acelino Freitas), Bruce Lee, Éder Jofre, Evander Holyfield, George Foreman, Myke Tyson e outros. No meio da sala tinha um imenso tatame. A direita tinha alguns utensílios de diversas artes marciais e a esquerda tinha um saco de pancadas, porém mais ao fundo percebi haver uma porta com o mesmo entalhe da anterior. O que esse dragão em uma adaga significava?

Meu irmão bufou e me puxou para o meio do tatame. Ri com sua impaciência e ele me mostrou seu dedo médio em resposta.

- Bom dia!- falou meu pai saindo daquela segunda porta. Ele caminhou com calma até onde eu e meu irmão nos encontrávamos.

Meu irmão resmungou algo inaudível e foi se sentar em um banco perto da porta, assim que o mesmo se sentou tirou seu celular do bolso e ficou mexendo no mesmo, acho que estava jogando algo.

[...]

Já faziam exatas quatro horas inteiras em que treinava com meu pai o controle de meus poderes. Cinquenta e nove minutos de puro exercício mental e de pura pressão psicológica.

- Vamos você consegue!- incentivou meu pai.
- Certo.- falei tentando me convencer do mesmo.

Realizei outros exercícios mentais e quando eu achei que nada mais funcionaria, vi meu pai apontando uma arma na direção de Benjamin que olhava toda a cena antônimo.

- Faça essa bala parar ou seu irmão morrerá!- disse meu pai firmemente engatilhando a arma.
- Não... por favor!- pedi.
- Você já sabe o que fazer, então não me decepcione.

Antes que eu pudesse falar alguma coisa ele atirou. Pow!

Meu instinto fez virar em direção ao meu irmão. Não havia percebido que eu tinha prendido a respiração, até sentir a necessidade de expirar profundamente. Realizei esse ato desesperadamente e quando percebi que a bala havia atingido a parede a poucos centímetro do rosto assustado de Ben, respirei fundo.

- Você está louco?- perguntei irritada a meu pai.
- Olha o respeito!- brandou ele seriamente.
- Onde já se viu atirar no próprio filho...- comecei a falar passando a mão por meu cabelos desesperadamente.- Só se for alguém extremamente louco, como no seu caso...- fui interrompi ao sentir meu rosto esquentar gradativamente e um terrível ardência aparecer.
- Já disse olha o respeito.- falou meu pai me encarando.

Então ele realmente havia me dado um tapa. Ficamos nos encarando por longos segundos, mas suficientes para eu sentir meus olhos se encherem de lágrimas. Eu não iria chorar!

- Vamos tentar de novo.- falou ele engatilhando a arma.

Eu sentia toda a minha raiva acumulada se preparar para sair, logo essa raiva foi substituída pelo ódio fazendo com que eu me sentisse segura e poderosa.

Pow!

Olhei para Ben novamente vendo que o mesmo havia fechado os olhos. Tudo aconteceu rapidamente!

No instante seguinte a bala havia perfurado o ombro de meu pai. O mesmo soltou a arma que segurava e me encarou surpreso, eu apenas sustentei seu olhar e vi Benjamin passar por mim correndo. Ele se ajoelhou do lado de meu pai que ainda me encarava.

- O que houve?- perguntou meu pai a Ben.
- Eu não tenho certeza!- respondeu ele.

Ambos nos mesmo instante me olharam com as sobrancelhas arqueadas.

- Estamos quites!- foi a ultima coisa que disse antes de virar as costas e sair daquele lugar.

Flash Back Off


As meninas deixaram de ser minhas melhores amigas e passaram a ser minhas irmãs de coração. Rebecca era sem dúvidas a minha parceira de bagunças ou pegadinhas. De todas a minha maior pegadinha foi contra as nojentas do colégio.

Flash Back On

Lá estavam as populares fazendo drama para chamar toda a atenção possível e logo eu pude avistar o Harry sendo abraçado por Andreza "Vadia" Pedrevach, a cada dia que passava o meu ódio por essa garota só aumentava e a desgraçada ainda aproveitou o momento em que eu e Harry havíamos brigado novamente para fincar seu veneno no corpo dele.

Eu como sou uma pessoa nem um pouco vingativa decidi que já está na hora de abaixar a crista da nojenta ali.

Dei um olhada para Rebecca e sorri cinicamente, a mesma ergueu uma de suas sobrancelhas esperando por respostas.

- Hoje eu coloco ela em seu devido lugar!- falei indicando com a cabeça Andreza.
- Seja lá qual for o plano, eu topo!- falou ela animada.
- Eu também.- disse Amber se juntando a conversa.
- Tem certeza disso, (Seu nome)?- perguntou Ella apreensiva.
- De que lado você está, Els?- perguntou Vick.
- Do nosso, mas isso vai trazer muitos problemas.- falou Ella se defendendo.
- Sim, mas já está na hora de alguém abaixar as asas dela, Els. Eu não faria nada se eu ainda tivesse paciência.- disse a encarando.
- O.k.! Eu topo.- disse ela suspirando derrotada, fazendo com que nós quatro fizéssemos um High Five.
- Qual vai ser o plano, (Seu Apelido)?- perguntou Becky animada.
- Vai ser o seguinte...- comecei a explicar o plano a elas.- Agora temos que colocar em prática.- disse por fim encarando o grupinho logo a minha frente.
- Estamos ferradas!- falou Ella jogando os braços para cima em sinal de rendição.

[...]

Aqui estamos nós cinco na sala do diretor recebendo a maior bronca do século.

O motivo era simples: havíamos trocado todos os sabonetes, shampoo's e condicionadores das nojentas, colocando no lugar do Shampoo uma mistura estranha feita pela Becky com a Vick; no lugar dos Condicionares a Amby e a Els coloram uma tinta permanente de uma cor estranhamente... estranha; e eu fiquei com o papel de trocar os sabonetes por um outro feito com Coração-roxo e Crisântemo, além de ter que distraí-las enquanto as meninas trocavam os outros.

- Vocês me entenderam?- perguntou o diretor vermelho de raiva.
- Sim, senhor!- respondemos em unis-som.
- Podem ir e amanhã o castigo de vocês começam.- disse ele se acalmando.
- Desculpe-nos diretor pelo ato imaturo e sem cabimento de nossa parte...- comecei a falar fazendo com que as meninas parassem perto da porta para assistir a cena.- Sei que o senhor está decepcionado com a minha pessoa, porém peço que reconsidere e não castigue só a nós cinco.- pedi fazendo a mesma cara do gato de botas do Shrek. Ele respirou fundo me encarando e depois olhou para as meninas, eu as encarei fazendo careta de: "Dá para ajudar, pô!", logo elas fizeram a mesma careta que eu. Assim que ele me encarou novamente voltei a fazer a minha cara do gato, ele apenas bufou.
- E por que eu faria isso, (Seu nome)?- perguntou ele olhando no fundo de meus olhos.
- Porque nós não fomos as únicas culpadas da história, afinal as meninas apenas quiseram me defender do Bullying que eu estava sofrendo...- não consegui terminar de responder, pois fui interrompida.
- Bullying? Em minha escola? Como assim?- perguntou ele um tanto quanto exasperado.
- Acredite! Mas a Andreza e suas amigas viviam implicando comigo.- falei começando a chorar.- Apenas decidi me defender, sei que foi de um jeito extremamente decepcionante...- falei forçando mais lágrimas para saírem.
- Por que não veio aqui?- perguntou ele preocupado e afagando a minha costa com suas mãos.
- Simples! Você sabe como nós os Hunt somos orgulhosos, já pensou eu ser a primeira na história de minha família não ter sido respeitada e ainda por cima ter sofrido dentro da escola, sem tentar me defender? Seria absolutamente, em um nível extremamente grande, vergonhoso para mim e para os Hunt.- respondi apressadamente e desse vez sem mentir. Se eu passasse por algo sem tentar me defender iria ser uma vergonha muito grande para minha família.

A sala ficou em extremo silêncio.

- Tudo bem em eu ficar de castigo, mas que seja decidido isso com justiça.- disse firmemente.

E voltamos a ficar em silêncio.

- Espero realmente que isso nunca mais aconteça, garotas!- falou ele passando a mão pelo rosto.
- Não irá! Prometo.- disse e sorri.
- Vão. Não estão mais de castigo, mas espero que nada disso aconteça novamente e eu ficarei de olho em vocês, afinal ainda não entendi como você conseguiram fazer aquele sabonete com aquelas plantas venenosas.- disse ele, logo voltando a se sentar em uma enorme cadeira.

Saímos da sala em silêncio e assim que nos afastamos daquele corredor, começamos a rir.

- Você deveria ser atriz...- falou Els rindo.
- E se não der certo vire política, pois já vai ter meu voto!- falou Amby se acalmando.
- O meu também!- disse Becky.
- Três!- berrou Vick.
- Olha! Já são quatro votos.- disse Amby fazendo graça.
- Idiotas!- falei e revirei os olhos.

Flash Back Off

Peguei minha mala e sai do meu quarto pela última vez. Andei calmamente pelo corredor observando cada minimo detalhe e sorri, logo cheguei as escadas e desci a mesma com toda a destreza possível.

No final dela quase tropecei, mas me equilibrei a tempo e ri. Voltei a andar com minha mala e a deixei perto da porta. Dei meia volta em direção a cozinha. Chegando na mesma encontrei Marie a governanta da casa rindo.

Marie era uma mulher de meia idade que trabalhava na família Hunt desde que eu me entendo por gente. Sua estatura era mediana, apesar que com o tempo e trabalho árduo sua coluna foi encurvando aos poucos. Seus cabelos antes negros como a noite ganharam o famoso tom branco. Sua pele morena estava impecável como sempre, apesar que as rugas em seu rosto mostrava toda a sua vivência e mesmo assim a deixavam linda. Ela sempre possuía aquele sorriso em seu rosto. Me lembro que quando mais nova eu me perguntava como alguém com tantos problemas poderia sorrir, então uma vez eu tomei coragem e a perguntei, sua resposta me surpreendeu. Direta e reta. "E por que eu iria chorar se há tantas coisas magnificas ao meu redor?"

Depois disso aprendi a encarar a vida com uma tensão a menos. Acho que no fundo eu sempre soube como ver o mundo só não queria aceita-la.

- Querida! O que tanto me encara?- perguntou ela sorrindo docemente.
- Olá!...- falei sem graça.- Eu só estava a admirando.- disse tímida, fazendo com que a mesma risse ao lado da outra empregada. Lucy!
- Vem logo aqui e coma esse pedaço de bolo!- ordenou ela rindo.

Balancei a cabeça em negação e fui me sentar. Comi o bolo rapidamente e abracei com força.

Algo me dizia para fazer aquilo e eu não entendia o por que.

- Espero que a senhora saiba que eu te amo e sou eternamente grata por tudo o que você já me fez.- disse a apertando no meu abraço.
- Não se preocupe, querida! Eu também amo você e eu que agradeço a você por ser quem é.- falou ele retribuindo o abraço.

Depois de alguns minutos eu a soltei e sorri.

- Eu não o que está acontecendo com você, meu amor! Mas eu sempre estarei aqui...- falou ela apontando na direção de meu coração.- e aqui...- falou abrindo os braços sinalizando a cozinha ou a casa para mim.- para você. Contudo, quero que me prometa algo, pode ser?- perguntou ela.
- Sim!- respondi prontamente, fazendo ela rir novamente. Ela era a pessoa em quem eu mais confiava em todo o mundo de olhos fechados e sentia medo de perde-la.
- Me prometa que não irá mudar, mesmo que a maior tempestade passe e destrua tudo pelo seu caminho, não mude quem você é, principalmente, não se esqueça quem você é.
- Eu prometo!- falei a abraçando novamente.

Logo nos soltamos e eu sorri para ela, olhei para Lucy e a abracei também.

Virei as costas e saí da cozinha, mas não sem antes escutar a conversa das duas.

- Marie o que houve com ela?- perguntou Lucy.
- Sinceramente eu não sei.- respondeu Marie com certa preocupação na voz.

Voltei a andar e parei em frente a porta esperando por meu pai e irmão. Logo os vi descendo as escadas com minha mãe atrás.

Gravei aquela imagem deles rindo e sorri. Meu pai ainda estava chateado comigo, então passou reto fazendo com que suspirasse e tirasse o sorriso do rosto.

- Se comportem!- disse minha mãe abraçando e dando um beijo em nós dois, logo meu irmão saiu segurando a minha mala e a dele.
- Pode deixar.- disse saindo de casa.

Me aproximei do carro e senti meu peito se apertar conforme eu andava. Assim que cheguei na porta do mesmo, me senti sozinha, não dei importância e abri a porta do carro. Porém quando que estava pronta para entrar no carro, voltei a sentir aquele aperto, todavia dessa vez foi mais forte e profundo.

Girei os calcanhares e corri em direção a porta de entrada onde minha mãe se encontrava com o semblante confuso.

Assim que a alcancei lhe abracei com força.

- O que houve, filha?- perguntou ela preocupada me apertando em seu abraço.
- Eu não sei. Me senti sozinha e senti um aperto forte no peito.- falei segurando o meu choro.

Ela me afastou apenas para olhar fundo em meus olhos.

- Me escute. Você jamais estará sozinha e já devia saber disso, quanto a esse aperto não é nada demais.- falou ela sorrindo. Eu tentei sorrir, mas acabei chorando.
- Eu estou com medo, mãe! Toda noite eu tenho pesadelos horríveis e cada vez mais eles saem para a minha realidade.- disse entre soluços.
- Não tenha medo, pois eu estarei aqui. E quanto aos pesadelos, essa é nova, pensei que não havia segredos entre nós duas!- falou ela fingindo uma falsa indignação.
- Não temos segredos, mãe!- falei e dei um sorriso fraco.
- Eu sei, mas acho melhor você ir. Seu pai está ficando impaciente.- falou ele me soltando do abraço completamente e sorrindo.

Dei um beijo em sua bochecha e sorri. Eu, infelizmente, tinha que voltar para a escola.

Antes de eu descer aquelas poucas escadas, dei meia volta e a abracei novamente.

- Eu amo você. Mais do que minha própria vida, mãe!- falei e a soltei do meu abraço. Olhei em seu rosto e vi que a mesma estava estática, dei um outro sorriso fraco e desci as escadas correndo. Atravessei o jardim correndo e entrei no carro que ainda me esperava.

Assim que entrei no mesmo, acenei da janela para minha mãe que ainda se encontrava estática, mas ela retribuiu. Logo meu pai arrancou com o carro e em minutos eu já não podia ver a minha casa.

- Você esta bem?- perguntou Benjamin me encarando preocupado.
- Não, mas vou ficar!- o respondi incerta.- Tenho que ficar.- falei baixo não me importando se um dos dois havia ouvido.

[...]

Estávamos na frente dos enormes portões que se encontravam ainda abertos. Pude ver minhas amigas entrarem rindo.

Meu irmão se despediu de meu pai, pegou sua mala e foi me esperar perto de seus amigos.

- Não vai se mexer?- perguntou meu pai rigidamente me olhando pelo retrovisor.

Respirei fundo e abri a porta do carro, indo até o porta-malas e pegando a minha única mala ali. Balancei a cabeça e prendi o choro, fechando a porta do porta-malas.

Engole esse orgulho, (Seu nome)! Vá falar com seu pai.

Esse era o meu maior pensamento e ele se sobressaia por cima dos outros. Respirei fundo novamente e caminhei até a janela do motorista. Parei ali o encarando.

Meu pai fazia o mesmo, ele me encarava, mas seu rosto demonstrava preocupação.

- O que houve, (Seu apelido)?- perguntou ele abrindo a porta do carro e me puxando para um abraço.
- Eu tenho medo!
- Do quê?
- Me perdoa. Eu juro que não queria acertar aquela bala em você, pai.- supliquei o abracando com força.
- Eu já havia te perdoado faz tempo, anjo!- disse ele afagando meu cabelo, enquanto eu sentia minha lágrimas caindo lentamente.
- Então por que estava me ignorando?- perguntei o olhando, o mesmo sorriu e secou minhas lágrimas com seus polegares.
- Eu só estava chateado por você não estar falando comigo.- me respondeu ele com um sorriso fraco.
- Nunca mais faça isso, pai. Por favor.- pedi tentando parar de chorar.
- Eu prometo. Agora ande seque esse rosto e vá estudar mocinha.- falou ele autoritário.
- Antes que me esqueça...- comecei a falar, mas parei tentando encontrar as palavras certas.
- Eu também amo você, não se preocupe, sei que é recíproco.- falou ele com um ar convencido, me fazendo rir.
- Eu amo você! Saiba que se for preciso eu mato e morreria por você.- disse e me afastei vendo meu pai ter a mesma reação que minha mãe, dei um enorme sorriso ingenuamente, peguei minha mala e contornei o carro indo ao encontro de meu irmão.

Cumprimentei seus amigos e passamos juntos pelos enormes portões da High School Super Human.

Narrador On

A pobre (Seu nome), não sabia ao certo do por que da reação de seus pais, quando a mesma entregou parte de seu coração a eles.

Porém os mesmos sabiam o que aquele gesto significava perfeitamente bem.

Infelizmente esses pequenos gestos dados a eles de uma maneira tão ingenua tinha um significado extramente grande.

Era sinal de que a profecia estava se cumprindo. Sombra estava ficando mais forte. A guerra estava próxima. O sacrifico seria feito em breve.

[...]






















Ps: Quero agradecer a Alynne Tomlinson por ter me feito rir que nem louca, após seu ultimo comentário. Foi demais, flor. Realmente, eu estava precisando rir!!



Capitulo Anterior                                                                            Próximo Capitulo

11 comentários:

  1. Olha kkkkkkkkk ta perfeito viu ....e.....denada.....eu ........acho!!!<3

    ResponderExcluir
  2. Então..vc demorou pra postar kkk Amei oque elas fizeram trocando os sabonetes e os shampoos. Que guerra seria essa. ? O sombra esta morto ou oque ? Sabe vc nunca disse (pelo que eu me lembre) de como o sombra é...eu queria realmente saber oque tem escrito naquele livro kk.
    Enfim não vou escrever demais, e vou assinar meu comentario assim "By:Any" pq to anônima aqui e assim é melhor pra vc lembrar de mim u.u
    E continua logo *-*
    By:Any ♡♥

    ResponderExcluir
  3. Amei esse capitulo e q guerra sera essa senhor?!Enfim,sera q tem como vc pell menos postar a foto do sombra para nos sabermos como ele e...E esse amor contínuo pelo o Harry sera q ele nao nota.E eu te dou um conselho(Claro se vc quiser)pode bota bastante porrada no proximo capitulo,e tomara q essa guerra não demore a acontecer.
    By:Nana Styles

    ResponderExcluir
  4. A-M-A-N-D-O!!! Está simplesmente PERFECT!!! Que guerra é essa ?? Que você está aprontando, hein ?? haha, continua logo!

    ResponderExcluir
  5. A Guerra está próxima MUAHAHAHAHAHAHAHAHA >:)
    Ai,credo ç.ç
    Continue :3
    Xx

    ResponderExcluir
  6. Continua por tavor *w*
    Ps: Amei o seu nome rsrsrs

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi chara, como vai você?
      Claro que continuo!

      Excluir
  7. MDS!! Vc demorou, mas valeu a pena, sinceramente, esse foi o MELHOR capitulo!! A-MEI! Te amo muitão, eeeh... de nada (eu acho) pq meu comentário deu inspiração pra vc continuar!! Repetindo: TE AMO MUITÃO!!

    ResponderExcluir
  8. Hey eu criei um blog. Eu ACHO q tá legal, poderia dar uma olhada?

    http://dreamingdirectioners.blogspot.com/

    ResponderExcluir
  9. Olá amores! Vou aproveitar este momento e agradecer pelos comentários. Avisar que eu hoje (15/07) fui oficialmente informada de que estou de férias... Uhuuuul!

    Agora sim vou poder me dedicar a Power de corpo e alma. Já vou avisando que se tudo der certo eu termino a primeira temporada este mês. Contudo, de acordo com minha mãe vou ter que dividir meu tempo com o blog e com os estudos, pois este ano eu presto o ENEM.

    Manu eu vi seu blog e gostei. Achei simplesmente criativo, só não lia a fanfic que está sendo postada por falta de tempo.

    Ps: Neste momento estou presa em uma competição de desenhos com meu primo e cara to ganhando. Um desenho pior que o outro :P

    ResponderExcluir
  10. Me dá um autógrafo ? Per- fect !
    Nicoli Styles xoxo ♥♡

    ResponderExcluir